Uma queixa, um responsável, um prazo: como funciona o Portal de Gestão da Queixate
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Uma queixa, um responsável, um prazo: como funciona o Portal de Gestão da Queixate

Queixate3 de outubro de 20267 min de leitura

Quando alguém escreve «a rua está cheia de buracos» ou «o candeeiro daquela paragem está
avariado», espera uma coisa só: que alguém veja, assuma e resolva.

Do outro lado, quem trabalha numa câmara ou numa junta sabe que a parte difícil raramente é
querer resolver. É saber, às três da tarde de uma quinta-feira, quais das queixas em aberto
ainda não têm dono
e quais estão prestes a passar do prazo.

O Portal de Gestão da Queixate existe para responder a essa pergunta em segundos. Está
disponível para as autarquias e é o espaço onde as queixas submetidas na Queixate para o
território de cada uma passam a ser trabalhadas.


O problema não é o volume. É a dispersão.

As reclamações chegam às autarquias por todos os lados: email institucional, telefone, balcão,
redes sociais, formulários do site. Nenhum desses canais fala com os outros.

O resultado é conhecido:

  • a mesma queixa sobre o mesmo candeeiro pode estar registada em três sítios;
  • «quem é que está a tratar disto?» não tem resposta rápida;
  • o cidadão volta a contactar, porque não sabe se alguém pegou no assunto;
  • e as queixas antigas só reaparecem quando alguém reclama outra vez.

O Portal não resolve todos os canais. Resolve um: tudo o que entra pela Queixate para aquele
território aparece numa lista só, sem ninguém ter de copiar nada à mão.


O que a autarquia vê quando entra

O portal tem dois separadores. O primeiro é Queixas.

É uma lista com uma linha por queixa e as colunas que interessam para triagem:
ID, Título, Categoria, Freguesia, Estado, Prazo, Responsável e Data. Cada queixa tem um
identificador público — QX-2026-00481 — que serve para falar dela ao telefone ou em ata.

Por cima da lista há pesquisa por título e filtros por estado, categoria, freguesia, prazo,
responsável e intervalo de datas
. É com estes filtros que se faz o trabalho real: «mostra-me
o que está fora de prazo na freguesia de Santa Maria» ou «mostra-me o que está atribuído a mim».

Lista de queixas no Portal de Gestão, com pesquisa, filtros por estado, categoria, freguesia, prazo e responsável, e uma tabela com o estado e o prazo de cada queixa.

O segundo separador é Indicadores: os contadores de quantas queixas estão dentro do
prazo
, com o prazo a terminar e fora de prazo.


Cada queixa tem uma página, e essa página tem tudo

Ao abrir uma queixa, a autarquia vê a descrição escrita pelo cidadão, as fotos que ele anexou e
o histórico completo: cada mudança de estado com data e autor.

Página de uma queixa no Portal de Gestão: descrição, fotos, histórico de estados com datas e autores, e painel para mudar o estado com uma mensagem que o cidadão recebe por email.

Do lado direito está o painel Gerir queixa, com quatro ações.

Mudar o estado. Os estados acompanham o trabalho como ele acontece: Submetida, Recebida,
Em Análise, Em Curso, Aguarda Entidade Externa, Resolvida, Contestada, Reaberta, Encerrada.
Para mudar de estado é obrigatório escrever uma mensagem — e é essa mensagem que o
cidadão recebe por email
, com uma ligação direta ao acompanhamento da sua queixa. Não há
mudanças de estado sem explicação escrita, e cada uma fica no histórico com data e autor.

Painel

Atribuir um responsável. Cada queixa pode ficar com o nome de quem a trata. O colega
encontra o seu trabalho no filtro Responsável → Atribuídas a mim.

Escrever uma nota interna. Uma caixa de comentário com uma opção — nota interna, não
visível para o cidadão
— para coordenar entre serviços sem expor a conversa de trabalho. Uma
nota interna pode mudar o estado, mas o seu texto nunca sai no email ao cidadão.

Carregar uma foto. A foto da obra feita, com legenda, fica anexada à queixa. É a prova de
resolução, no sítio certo.


Prazos: o que o portal faz e o que não faz

Vale a pena ser exato, porque é aqui que as ferramentas costumam prometer de mais.

O portal aplica um prazo interno de 15 dias úteis a contar da submissão. É o alvo
operacional que a Queixate usa para medir o acompanhamento — não é uma obrigação legal nem
um prazo imposto à autarquia
. Cada queixa mostra um indicador: dentro do prazo, prazo a
terminar, ou fora de prazo.

O que o portal não faz é enviar avisos de prazo à autarquia. Não há email a dizer «faltam
dois dias». Quem quiser controlar prazos abre o separador Indicadores — é aí que estão os
contadores — ou filtra a lista por prazo. Dizemo-lo abertamente para que ninguém fique à espera
de um alerta que não vai chegar.

Indicadores de prazo do Portal de Gestão, mostrando quantas queixas estão dentro do prazo, a terminar e fora de prazo.


Segurança: sem palavras-passe, sem instalação

Gerir queixas é mexer em informação de pessoas. O acesso foi desenhado em torno disso.

Entra-se com um código, não com uma palavra-passe. O utilizador escreve o email
institucional e recebe um código de seis dígitos, válido durante 15 minutos. Os pedidos de
código são limitados por email e por hora, e as tentativas erradas também. Não há palavra-passe
para esquecer, para partilhar num post-it ou para recuperar.

Cada pessoa vê só a sua jurisdição. Um utilizador de câmara vê as queixas de todo o
concelho, incluindo as das suas freguesias; um utilizador de junta vê apenas as da sua
freguesia. A separação é garantida no acesso aos dados, não apenas no que o ecrã mostra.

Só entra quem a autarquia indicar. A lista de acessos é provisionada pela Queixate a pedido
da própria autarquia. Para dar acesso a mais colegas, basta um email para
suporte@queixate.pt — não há um painel de administração onde alguém se acrescente sozinho.

Não há nada para instalar. Funciona em qualquer navegador, em qualquer computador, e não
exige integração com os sistemas existentes.


Porque é que isto importa

Para o cidadão, a diferença é saber — sem ter de ir ver. A queixa foi recebida, tem um estado,
e sempre que esse estado muda chega-lhe um email com a mensagem escrita por uma pessoa e a
ligação para acompanhar o resto. Não é preciso voltar ao site para descobrir se alguém pegou
no assunto.

Para a autarquia, a diferença é a triagem deixar de ser arqueologia. A lista está feita, os
filtros estão lá, o histórico regista quem fez o quê e quando. E quando o trabalho fica pronto,
a foto da obra feita fica anexada à queixa que lhe deu origem.

A Queixate está disponível em 308 municípios. O Portal é a parte do ciclo que faltava: não
só recolher a queixa, mas fechá-la — com nome, data e prova.


Como começar

  1. Veja o tutorial — 90 segundos com o fluxo completo: guia do portal
  2. Leia o guia passo-a-passo — queixate.pt/guia-portal
  3. Entre no portal com o email institucional da sua autarquia: queixate.pt/portal
  4. Precisa de acesso para colegas? Escreva para suporte@queixate.pt.

O portal é gratuito para a autarquia.

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Por omissão, cada queixa registada fica pública. Junta-te aos cidadãos que já estão a usar o Queixate na tua cidade.